A Federação Maranhense de Futsal (FEFUSMA), presidida por Alex Ricarte, parece seguir o mesmo caminho da coirmã FMF, que enfrenta uma grave crise no futebol maranhense. No início do ano, a entidade anunciou um calendário com competições previstas entre maio e dezembro e prometeu fortalecer a modalidade em todo o estado. O anúncio foi feito após uma série de críticas nas redes sociais.
No entanto, passados quase seis meses do ano, nenhuma das competições previstas foi realizada. Entre elas estão a Copa Alim Maluf, a Copa Fefusma, a Copa Metropolitana e os Campeonatos Maranhenses de categorias de base. Também não há informações públicas sobre a realização da Copa Maranhão de Seleções Municipais, apresentada como uma das principais novidades da temporada.
O descumprimento do calendário compromete diretamente o planejamento de clubes, atletas e projetos esportivos, que organizam suas atividades com base nas datas divulgadas pela própria federação. De acordo com informações, Ricarte tem um perfil semelhante ao do presidente afastado da FMF, Antônio Américo. Ele teria se isolado no comando da entidade, não permitindo diálogo com a classe desportiva.
Os reflexos da gestão também aparecem dentro de quadra. O Balsas Futsal, único representante maranhense na Liga Nacional de Futsal (LNF), foi goleado por 16 a 1 nesta quarta-feira e ocupa a última colocação da competição. Embora o resultado tenha diversos fatores, a ausência de um calendário estadual consistente reduz o número de partidas, dificulta a preparação das equipes e limita o desenvolvimento técnico do futsal maranhense.
Até o momento, a FEFUSMA não apresentou um calendário atualizado nem explicou oficialmente os motivos para o atraso ou o eventual cancelamento das competições. Enquanto isso, o cronograma divulgado no início da temporada permanece nas redes sociais da entidade, mas distante da realidade vivida por clubes, atletas e profissionais do futsal no Maranhão.



